quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CEO da BigRedButton fala sobre Sonic Boom: Rise of Lyric.

Sonic Boom
Recentemente, Polygon apresentou um longo artigo sobre o passado, presente e futuro da série Sonic (não irei mostrar todo o artigo aqui). Nesta postagem, vamos focar-nos no artigo sobre 2014, quando a Sega e a BigRedButton começam a desenvolver Sonic Boom: Rise of Lyric. O texto que Bob Rafei escreveu, contém coisas bem interssantes, confira:
Para Rafei, jogos de ação baseados em personagens mostraram-se essenciais em sua carreira, ele trabalhou na Naughty Dog por mais de uma década, contribuindo para jogos como Crash Bandicoot e Uncharted. Antes disso, títulos como o primeiro Sonic the Hedgehog ajudaram-no a entender as características necessárias para o desenvolvimento bons jogos de ação/aventura. Ele disse que “ver o Sonic quebrar a quarta parede e sentar lá impaciente enquanto você está colocando o direcional para baixo foi uma experiência fascinante para mim como um jovem artista.”
Essa ideia de injetar personalidade em um personagem serviu de base para todo o trabalho Rafei fez desde então, incluindo Rise of Lyric. Ele identificou com o desejo de Sega de “ocidentalizar” os jogos do Sonic, afim de ampliar  o público ocidental do ouriço. Ele encontrou uma SEGA muito disposta a arriscar mudanças tão profundas em sua série de jogos mais famosa, ao contrário do que ele vê em outra tradicional concorrente, a Nintendo, “que segue fiel à fórmula original do encanador italiano”. O artigo do Polygon ilustra a intenção de Rafei com Boom da seguinte forma.
“O objetivo da marca Sonic Boom era fazer o Sonic com uma personalidade um pouco mais trabalhada, além de aumentar as personalidades dos outros personagens”, comentou Rafei. Ele explicou que Sega e BigRedButton trabalharam juntas, mas com visão diferentes sobre “como realmente definir qual é o objetivo da marca Sonic” e “como criar uma visão consistente” da forma como o ouriço iria interagir com os personagens secundários, e isso é algo que orgulha Rafei.
A partir daí, as duas empresas trabalharam em conjunto para concretizar ainda mais a iniciativa. Ao longo do processo, o Sonic Team e Takashi Iizuka desempenharam o papel de “suporte” da Big Red Button, dentro do qual Rafei e sua equipe poderia tentaram novas ideias sobre como eles poderiam expandir a marca Sonic, sem afastar-se muito das normas estabelecidas pela SEGA. Isto significava “tomar cuidado”, com todos os aspectos da ideia, incluindo olhos do Sonic e proporções corporais, afim de garantir  que tudo o que a BRB fazia não ia de encontro as estratégias globais do Sonic Team. Rafei entendeu por que as coisas precisavam ser assim: “Faz sentido, porque, você sabe, é a primeira vez que trabalhamos com Sonic, mas Sonic Team vive disso. Então, nós queríamos ter certeza de que estávamos trabalhando da maneira certa com a marca”.
Rafei e sua equipe sentiram a pressão de fazer de seu jogo algo único e diferente, ele acredita que o projeto acabou tornando-se mais ambicioso do que ele havia originalmente planejado, que tamanha ambição pode ter contribuído para a baixa qualidadegeral do produto final. O fracasso comercial e de crítica do jogo tiveram um impacto muito forte dentro da BRB, como observado por Rafe na entrevista:
Infelizmente, a recepção para Rise of Lyric ficou longe do que esperávamos. Esta indústria realmente pune quem não consegue desenvolver um produto que corresponda às suas expectativas. Nós quase fechamos o estúdio.
A questão da ambição é sempre polêmica, se para alguns fãs Rise of Lyric é muito distante das “raízes da franquia” e que a BRB “fugiu completamente da essência de um jogo de Sonic”, Rafei defende que vê as coisas de forma diferente, acreditando que “se você permanecer o mesmo, estagnado, você está apenas caminhando para uma morte lenta e melancólica”. Em uma nota relacionada, ele também entrou em detalhes sobre como a marca Boom afetou os fãs de Sonic e como os fãs afetaram a marca Boom:
Se tivéssemos de ficar presos ao desenvolvimento de  um jogo do Sonic mais tradicional, acho que não estaríamos fazendo justiça ao que a SEGA queria desta relação. O que eu percebi é que o Sonic tem uma relação muito complicada tanto com os seus fãs, quanto com a indústria. Muitas pessoas sentem ter direitos sobre o Sonic, por terem crescido com ele e pelos sentimentos que têm por ele. Assim, quando nós tentamos trazer algo diferente para a série alguns aceitaram, mas outros não.
Então o que podemos concluir de tudo isso? Para começar, Rafei e sua equipe parecem ter tentando abraçar mais coisas do que com as quais podiam lidar, além de não parecerem dispostos a trabalhar com a marca Sonic novamente, ou pelo menos não a curto prazo. No entanto, parece que Rafei ainda acredita em Rise of Lyric como um produto, e quer que as pessoas aceitem-no, pois em dado momento do artigo ele diz esperar que o jogo “possa resistir ao teste do tempo, pois ele tentou fazer algo diferente para a marca”. Porém o legado de Boom já não depende mais de Rafei, nem da BRB, afinal na indústria dos jogos eletrônicos, o legado de um jogo, de uma marca, é guiado pelos jogadores, pela crítica especializada.  Uma você lança o seu produto, o futuro dele está fora do seu controle.
O que você achou desse artigo? Adeus!
Sonic Club

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